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Brasil

EUA avaliam tarifas de 25% sobre produtos brasileiros; Goiás corre risco de perda na exportação de soja e etanol

Audiências em Washington discutem impacto da medida em cadeias produtivas americanas e na economia goiana, principal fornecedora de etanol para os EUA

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Redação Biscoitei
07 de julho de 2026, 00:02 2 min de leitura
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EUA avaliam tarifas de 25% sobre produtos brasileiros; Goiás corre risco de perda na exportação de soja e etanol
Foto: Reprodução/og:image

Audiências públicas começaram em 6 de abril em Washington, D.C., para discutir a proposta dos Estados Unidos de impor tarifas de até 25% sobre exportações brasileiras, incluindo açúcar, etanol, aço e frutas. Representantes do setor produtivo brasileiro alertam que a medida prejudicará indústrias americanas que dependem desses insumos, enquanto produtores de Goiás temem queda na demanda e nos preços.

Goiás, quarto maior exportador de soja do Brasil e um dos principais fornecedores de etanol para os Estados Unidos, pode sofrer um impacto direto caso as tarifas sejam aprovadas. O estado responde por cerca de 15% da produção nacional de etanol e envia anualmente mais de 1,2 bilhão de litros para o mercado norte-americano, segundo dados do Ministério da Economia. A redução na demanda americana afetaria diretamente usinas e produtores rurais, especialmente em regiões como a região sul e sudeste goiano, onde a atividade agrícola é intensa.

Segundo o G1, associações como a Abiove e a Abimaq estão participando das audiências para mostrar que a cadeia produtiva dos EUA depende de insumos brasileiros, especialmente na indústria de biocombustíveis e alimentícia. A interrupção ou encarecimento desses insumos pode elevar custos de produção nos EUA, gerando efeitos colaterais na inflação de alimentos e combustíveis. A estratégia brasileira é demonstrar que a medida, longe de equilibrar o comércio, desestabiliza cadeias integradas.

A proposta faz parte da revisão da política comercial do governo Biden, que busca reequilibrar relações com economias emergentes, mas especialistas apontam que a abordagem pode ser contraproducente. Em 2023, os EUA importaram cerca de US$ 2,1 bilhões em produtos agrícolas do Brasil, sendo o etanol o principal item. A tarifa proposta poderia reduzir esse valor em até 40%, segundo análise do G1, com reflexos em toda a cadeia logística e de serviços associados.

Em Goiás, onde a agricultura responde por mais de 20% do PIB estadual, a ameaça de tarifas elevadas gera incerteza entre cooperativas e produtores rurais. Usinas de etanol já relatam adiamento de investimentos e negociações com compradores americanos. A expectativa é que, se as tarifas forem aplicadas, haja pressão para que o governo federal busque alternativas de mercado, como a União Europeia e a Ásia, mas sem a mesma escala de demanda atual.

A decisão final sobre as tarifas, prevista para junho de 2025, poderá definir o rumo das exportações agrícolas goianas nos próximos anos, tornando o debate comercial um dos mais críticos para a economia regional.

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