Pular para o conteúdo
Publicidade
Brasil

EUA aceitam consultas na OMC sobre tarifas ao Brasil

Governo Trump formaliza disposição para diálogo após queixa brasileira; soja e carne de Goiás seguem sensíveis a desfecho

R
Redação Biscoitei
11 de agosto de 2026, 11:00 2 min de leitura
Compartilhar:
🎧
OUÇA ESTA MATÉRIA
EUA aceitam consultas na OMC sobre tarifas ao Brasil
Foto: Reprodução/og:image

Os Estados Unidos confirmaram à Organização Mundial do Comércio que aceitam negociar as tarifas adicionais aplicadas a produtos brasileiros. A resposta formal foi entregue à entidade nesta semana, abrindo caminho para a primeira rodada de consultas entre os dois governos.

O Brasil acionou o mecanismo de solução de controvérsias da OMC no fim de julho, contestando as barreiras tarifárias impostas pela gestão Donald Trump. Com a anuência americana, as partes têm agora até 60 dias para tentar resolver a disputa antes que um painel seja formado.

Segundo reportagem do G1, o documento enviado pelos EUA à secretaria da OMC indica prontidão para conversar, sem antecipar concessões. A medida não suspende as tarifas vigentes, mas evita, por ora, a escalada para uma condenação formal.

As taxas atingem itens como aço, alumínio e derivados, setores nos quais o Brasil tem participação relevante no mercado americano. A incerteza sobre a manutenção ou ampliação das alíquotas afeta o planejamento de exportadores e a formação de preços internos.

Para Goiás, a soja e a carne bovina figuram entre os produtos mais expostos a eventuais retaliações ou barreiras sanitárias usadas como instrumento de pressão comercial. O estado responde por fatia expressiva das vendas externas brasileiras nessas cadeias, e qualquer alteração nas regras de acesso aos EUA repercute direto na renda do produtor e no saldo da balança comercial goiana.

A abertura de consultas na OMC cria uma janela de negociação que pode evitar prejuízos maiores às exportações goianas, embora o resultado dependa da disposição política de ambos os lados.

Compartilhar: