Quase metade das empresas brasileiras já adotou inteligência artificial, mas relata dificuldade para encontrar profissionais preparados para usar a tecnologia, segundo estudo da FGV. Dados mostram desafio de capacitação como principal obstáculo à expansão da tecnologia.
O levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV) ouviu empresas de diversos setores e identificou que, apesar da crescente adoção da tecnologia, a escassez de talentos qualificados se tornou o principal gargalo. O estudo cita exemplos de IA aplicada ao monitoramento de poços do pré-sal, a aproximadamente 200 km de distância e a 7 mil metros de profundidade, bem como o uso de simuladores desses poços para testes e treinamento. A reportagem do G1 destacou que a capacitação de recursos humanos surge como passo indispensável para alavancar os benefícios da inteligência artificial no Brasil.
A escassez de profissionais preparados afeta diretamente a capacidade das empresas de implementar e manter soluções de IA, limitando o retorno sobre o investimento em tecnologia. Especialistas consultados pelo portal apontam que a falta de cursos técnicos e de graduação voltados à área acelera o déficit de mão de obra, especialmente em regiões que dependem de modernização produtiva. O cenário reforça a necessidade de parcerias entre universidades e empresas para criar trilhas de qualificação alinhadas à demanda do mercado.
No contexto regional, a escassez de talentos em inteligência artificial pode afetar a competitividade de empresas goianas, sobretudo nos setores de agronegócio e serviços, conforme sugestão do ângulo editorial. A conexão entre os dados nacionais da FGV e o mercado local revela oportunidades de capacitação que ainda não foram totalmente exploradas no estado, mas que ganham relevância diante do crescimento da demanda por profissionais da área.
O estudo da FGV também ressalta que o uso de simuladores de poços do pré-sal para treinamento de IA demonstra como a tecnologia pode otimizar operações de alto risco e custo no setor de energia. Essa aplicação prática ilustra o potencial da inteligência artificial para transformar indústrias tradicionais, desde que haja profissionais capazes de operar e interpretar os sistemas automatizados. A ponte entre inovação tecnológica e capacitação humana aparece como eixo central para o desenvolvimento sustentável.
A pesquisa da FGV evidencia que a expansão da inteligência artificial no Brasil depende não apenas de investimentos em tecnologia, mas de uma estratégia robusta de capacitação de mão de obra para garantir competitividade em longo prazo.