Alunos do ensino técnico do Centro Federal de Educação Tecnológica em Araxá desenvolvem luva com sensores para reconhecer gestos da Língua Brasileira de Sinais e traduzir em tempo real.
O projeto, coordenado por um professor do Cefet Araxá, surgiu como atividade do ensino técnico integrado ao ensino médio. Sensores incorporados na luva captam movimentos das mãos e reconhecem gestos da Libras, convertendo os sinais em texto ou áudio. A tecnologia utiliza processamento embarcado para traduzir a comunicação em tempo real, sem necessidade de conexão constante com dispositivos externos.
A iniciativa tem potencial de aplicação em ambientes educacionais e de atendimento público, facilitando a inclusão de pessoas surdas em espaços cotidianos. Segundo reportagem do G1, o sistema pode ser adaptado para diferentes contextos de comunicação, atendendo desde salas de aula até postos de atendimento. Estudantes envolvidos destacam a importância de transformar gestos em informações compreensíveis para a população ouvinte.
Embora desenvolvido em Minas Gerais, a tecnologia de luva tradutora de Libras pode inspirar iniciativas semelhantes em instituições técnicas de Goiás, como o IFG ou Cefet-Goiânia, promovendo inclusão digital e acessibilidade em escolas públicas goianas. A replicação do modelo em centros federais goianos poderia ampliar o acesso a serviços de tradução para a comunidade surda local.
O projeto integra atividades práticas do currículo do ensino técnico, permitindo que estudantes desenvolvam soluções tecnológicas com impacto social direto. O desenvolvimento da luva demonstra como a formação técnica pode gerar inovações que atendem necessidades reais de acessibilidade, conectando avanço tecnológico com inclusão social.
A luva tecnológica desenvolvida em Araxá representa avanço na acessibilidade da comunicação em Libras, com potencial de replicação em instituições de ensino técnico de todo o país.