Em São Paulo, Ailton Alves de Sousa, 41 anos, foi detido quatro vezes por engano em 2024, devido a falhas no sistema de reconhecimento facial Smart Sampa, segundo o G1. Os incidentes ocorreram em situações cotidianas, como ao sair de casa e em consultas médicas.
Esses erros destacam preocupações sobre a precisão da tecnologia, especialmente em Goiânia, onde a implementação de câmeras inteligentes está em discussão. A Secretaria de Segurança Pública de Goiás ainda não se manifestou sobre a adoção de sistemas similares, conforme informações do Google News Goiânia.
Estudos, como o do MIT em 2020, indicam que algoritmos de reconhecimento facial apresentam maior taxa de erro para rostos negros e mulheres, exacerbando vieses raciais. No Brasil, casos semelhantes já ocorreram, como no Rio de Janeiro em 2022, reforçando a necessidade de auditorias independentes, segundo especialistas consultados pelo Biscoitei.
Em Goiânia, a discussão sobre a lei de proteção de dados ainda está em estágio inicial, conforme advogados locais. O caso de Ailton Alves sublinha a urgência de debater limites éticos e legais para o uso de reconhecimento facial, garantindo mecanismos de defesa para cidadãos.