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Brasil

Erro no CadSUS registra comerciante como morto e expõe riscos no acesso a medicamentos

Caso em Ribeirão Preto (SP) destaca vulnerabilidades no sistema que afetam milhares de usuários em Goiás

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Redação Biscoitei
04 de abril de 2026, 03:00 2 min de leitura
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Erro no CadSUS registra comerciante como morto e expõe riscos no acesso a medicamentos

O comerciante Guelfo de Favari Júnior, 62 anos, descobriu que consta como morto no Cadastro Nacional de Usuários do Sistema Único de Saúde (CadSUS) desde 2024 ao tentar retirar medicamentos pelo programa Farmácia Popular em Ribeirão Preto (SP), na última quarta-feira (25). O erro, que o impede de acessar remédios gratuitos, foi comunicado às autoridades de saúde, segundo reportagem do G1. Júnior, que necessita de acompanhamento médico regular, relatou constrangimento ao ser informado sobre o óbito indevido.

O CadSUS é a base de dados que viabiliza o acesso a programas como a Farmácia Popular, destinada a pessoas com renda comprovada. Falhas na integração entre sistemas, duplicidade de registros ou erros de digitação podem levar a situações como a de Júnior, onde um cidadão vivo é registrado como falecido. Esse tipo de inconsistência não apenas nega medicamentos essenciais, mas também coloca em risco tratamentos contínuos de doenças crônicas, especialmente para idosos e grupos vulneráveis.

Em Goiás, onde milhares de pessoas dependem do CadSUS para obter medicamentos, o caso de Ribeirão Preto serve como alerta. Um erro similar no estado poderia interromper tratamentos de quem não pode arcar com os custos dos remédios. Enquanto serviços municipais, como a coleta seletiva em Goiânia, funcionam regularmente, conforme noticiado pelo Google News Goiânia, o sistema federal de saúde apresenta fragilidades na gestão de dados. Paralelamente, em Pernambuco, pesquisadores desenvolveram um aplicativo para agilizar exames de hanseníase, substituindo fichas de papel, o que demonstra a disponibilidade de soluções tecnológicas para modernizar o SUS, segundo o G1.

A situação evidencia a necessidade urgente de auditorias e correções no CadSUS, garantindo a integridade das informações. A segurança dos dados é fundamental para que nenhum cidadão seja privado do acesso a medicamentos essenciais. Até o momento, não há notícias de casos idênticos em Goiás, mas a vulnerabilidade nacional do sistema exige atenção dos gestores de saúde em todos os níveis.

Para prevenir novos episódios, é imperativo implementar controles rigorosos na atualização de cadastros, com validação em tempo real e canais de recurso ágeis para cidadãos. A experiência de Júnior reforça que erros burocráticos podem ter consequências graves na vida real, exigindo uma resposta coordenada entre municípios, estados e o governo federal para fortalecer a confiabilidade do CadSUS.

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