O presidente do Equador, Daniel Noboa, decretou a existência de um conflito armado interno no país, autorizando o emprego das Forças Armadas no combate a grupos criminosos. A medida responde a uma onda de ataques que atingiu cidades equatorianas nos últimos dias.
O anúncio foi feito em pronunciamento oficial e publicado em decreto que reconhece a atuação de organizações ligadas ao narcotráfico como beligerantes. Com a decisão, militares passam a atuar em apoio à polícia nas ruas, com poderes ampliados de prisão e controle de áreas consideradas críticas.
Segundo reportagem do G1, a escalada inclui atentados a unidades prisionais, sequestros de agentes penitenciários e incêndios a veículos em diferentes províncias. O governo equatoriano atribui a ofensiva a facções que disputam rotas de cocaína rumo à América do Norte e à Europa.
O Brasil mantém relações diplomáticas e comerciais com o Equador e acompanha a situação por meio do Itamaraty. A instabilidade no país andino preocupa autoridades brasileiras pela proximidade geográfica e pelo fluxo migratório na região amazônica, embora não haja anúncio de medidas emergenciais até o momento.
Analistas de política regional observam que o decreto de conflito armado interno é instrumento inédito na história recente do Equador e pode alterar o equilíbrio institucional, concentrando poder no Executivo enquanto durar o estado de exceção.
A declaração de conflito armado marca uma guinada na estratégia de segurança do Equador e coloca o país no centro das atenções da diplomacia sul-americana nas próximas semanas.