Uma ação de Páscoa com fotos de recém-nascidos prematuros em UTIs neonatais foi promovida por três hospitais públicos paraenses. O projeto, desenvolvido durante a semana santa, busca humanizar o_space hospitalar e estreitar os vínculos familiares. As imagens foram compartilhadas pelas assessorias de imprensa das unidades.
Nas unidades do Hospital Regional Dr. Abelardo Santos (HRAS), do Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (HC) e do Hospital Geral de Tailândia (HGT), os pequenos pacientes foram retratados com itens da Páscoa, incluindo ovos e coelhos, sob supervisão de pais e equipe médica. A atividade, ocorrida na semana da Páscoa, envolveu profissionais de saúde e familiares no posicionamento dos bebês e na ornamentação. As fotos, posteriormente publicadas, exibem os recém-nascidos em berços decorados com tema pascal, transmitindo esperança e renovação.
Conforme apurou o G1, que teve acesso às imagens e informações, a ação integra um conjunto de práticas de humanização adotadas por essas unidades de saúde. Os hospitais destacam que a fotografia serve como registro familiar e contribui para o desenvolvimento emocional dos bebês e de seus responsáveis. A iniciativa também busca chamar a atenção para a importância do cuidado integral na UTI neonatal, que vai além dos aspectos clínicos.
A humanização em UTIs neonatais é uma diretriz do Ministério da Saúde que visa transformar o ambiente hospitalar em um espaço mais acolhedor. Projetos similares, como a gravação da voz dos pais ou a manipulação de objetos sensoriais, são comuns em centros de referência em todo o país. Estudos indicam que tais práticas reduzem o estresse dos bebês e melhoram o vínculo com a família.
Na capital goiana, o Hospital Materno Infantil (HMI) e o Hospital Geral de Goiânia (HGG) desenvolvem ações de humanização, como a permanência dos pais nos cuidados e atividades recreativas, porém não adotam ensaios fotográficos temáticos semelhantes ao paraense. Especialistas apontam que a replicação de iniciativas assim é possível com apoio da gestão e infraestrutura adequada. A ausência de políticas voltadas à humanização em UTIs neonatais representa obstáculo em diversas áreas, como o Centro-Oeste. Goiás dispõe de programas como o Banco de Leite Humano e acompanhamento após a alta, mas projetos artísticos requerem investimentos e engajamento das equipes.
A Secretaria Estadual de Saúde foi procurada para comentar sobre a possibilidade de ampliar tais iniciativas, mas não se manifestou até o fechamento desta matéria. A experiência paraense, portanto, emerge como um modelo a ser avaliado por gestores goianos. A iniciativa paraense demonstra que a humanização pode ser integrada ao cuidado intensivo sem comprometer a segurança. Para Goiânia, o exemplo reforça a necessidade de investir em programas que considerem o aspecto emocional no tratamento de bebês prematuros.