Faltando menos de três meses para o primeiro domingo de provas, docentes de cursinhos e escolas da capital goiana organizam aulas temáticas a partir de sete eixos sinalizados por especialistas ouvidos pelo g1. A estratégia privilegia a conexão entre atualidades e argumentos consistentes, em vez de apostas isoladas.
Segundo reportagem do g1, os temas giram em torno de desigualdade educacional, saúde mental na juventude, impacto da inteligência artificial no trabalho, emergência climática nas periferias, segurança alimentar, participação política feminina e envelhecimento populacional. Em Goiânia, coordenadores de pré-vestibulares transformaram cada eixo em oficina semanal de leitura e escrita.
Na rede particular, turmas de terceiro ano passaram a dedicar duas horas semanais à análise de reportagens, editoriais e dados oficiais relacionados aos sete assuntos. O objetivo é que o aluno construa banco de argumentos com estatísticas recentes, legislação vigente e exemplos locais — como o plano de arborização urbana ou o programa de merenda escolar.
Escolas públicas da capital também aderiram ao modelo. Professores de sociologia e redação articulam projetos interdisciplinares: estudantes pesquisam indicadores do IBGE sobre idosos em Goiás, entrevistam agentes de saúde da família e produzem textos dissertativos corrigidos em rodadas coletivas.
A Folha de Rascunho da Redação do Enem, disponibilizada pelo g1 com organização de Emily Santos, passou a ser usada como guia de formatação e controle de tempo nos simulados de agosto. Coordenadores relatam que a familiaridade com o espaço físico da folha reduziu rasuras e melhorou a legibilidade nos treinos.
A preparação focada em repertório diversificado e prática constante de escrita coloca os candidatos goianos em condição de desenvolver qualquer proposta com autonomia argumentativa.