O Goiás venceu o Avaí por 2 a 1 na Serrinha neste domingo pela Série B, mas a partida ficou em segundo plano. Jogadores e o técnico Mozart se recusaram a falar com a imprensa em protesto contra dois meses de salários atrasados.
A decisão partiu do grupo de atletas e contou com o aval da comissão técnica. Não houve coletiva de imprensa nem atendimento na zona mista do estádio Hailé Pinheiro, a Serrinha. O silêncio foi a resposta encontrada para cobrar a regularização dos vencimentos.
Segundo reportagem do ge, o atraso atinge duas folhas de pagamento. A medida expõe o desgaste interno em momento decisivo da temporada, quando o time briga por vaga na elite nacional. A ausência de falas oficiais impede que a versão do clube chegue ao torcedor no pós-jogo.
A situação financeira do Goiás já vinha sendo debatida nos bastidores, mas o protesto público eleva a pressão sobre a diretoria. A Série B exige regularidade, e a instabilidade fora de campo costuma refletir no rendimento dentro das quatro linhas.
Para a torcida goiana, que lotou a Serrinha, a vitória alivia a tabela, mas o silêncio do elenco deixa dúvidas sobre o clima do vestiário. O clube ainda não se manifestou oficialmente sobre prazos para quitar a dívida.
O episódio mostra como a crise administrativa pode contaminar o ambiente esportivo justamente na reta final da competição.