A votação para presidente da República no exterior tem início neste sábado, 3 de outubro, com cerca de 900 mil brasileiros habilitados a comparecer às urnas. O contingente supera o eleitorado somado do Amapá e do Acre, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral.
O pleito fora do território nacional abrange exclusivamente a escolha do presidente da República. Eleitores com idade entre 18 e 70 anos têm comparecimento obrigatório, enquanto menores de 18 e maiores de 70 votam de forma facultativa. As seções funcionam em embaixadas, consulados e locais cedidos por comunidades brasileiras em mais de 180 cidades.
Reportagem do G1 detalha que a logística mobiliza mesários voluntários e equipamentos enviados pelo TSE com antecedência. Em centros urbanos com grande concentração de brasileiros, como Lisboa, Boston e Tóquio, a expectativa é de filas longas nas primeiras horas.
O número de aptos cresceu 12% em relação a 2022, reflexo da atualização cadastral promovida pela Justiça Eleitoral. A comparação com estados da federação ilustra a dimensão: o eleitorado no exterior equivaleria ao sétimo maior colégio eleitoral do país, à frente do Rio Grande do Norte.
Comunidades goianas residentes no exterior precisam se deslocar até as seções designadas, o que em alguns casos exige viagens de horas. Em cidades sem representação consular, o TSE autorizou pontos de votação em associações civis, medida que atende a pedidos de lideranças locais.
A participação desse segmento pode definir margens apertadas no primeiro turno, já que 900 mil votos representam fatia relevante em disputa presidencial acirrada.