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Brasil

Eleição turbulenta na Alerj coloca sucessão do Rio em foco; Goiás observa paralelos

Douglas Ruas (PL) vence com 45 votos em sessão boicotada, assume presidência e pode se tornar governador; cenário levanta questões sobre estabilidade política em estados como Goiás.

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Redação Biscoitei
27 de março de 2026, 03:40 2 min de leitura
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Eleição turbulenta na Alerj coloca sucessão do Rio em foco; Goiás observa paralelos

O deputado Douglas Ruas (PL) foi eleito presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) nesta sexta-feira (26), em uma sessão marcada pelo boicote de partidos de oposição. Dos 47 deputados presentes, 45 votaram em sua candidatura, que foi judicialmente contestada. Ruas agora é o primeiro na linha sucessória do governo estadual.

A eleição de Douglas Ruas ocorreu em sessão extraordinária na tarde de 26 de janeiro, com a presença de 47 deputados estaduais. Ruas, do Partido Liberal, recebeu 45 votos, enquanto dois parlamentares votaram em branco. A oposição, formada por partidos que boicotaram a votação, abandonou o plenário em protesto, acusando falta de transparência no processo.

Segundo o G1, a ação judicial movida pela oposição alega vícios na condução da sessão, como a não observância de regras regimentais. A contestação foi protocolada no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, mas a posse de Ruas não foi suspensa até o momento.

Como presidente da Alerj, Ruas assume automaticamente a primeira posição na linha sucessória do governo estadual. Em caso de vacância do cargo de governador — por renúncia, impeachment ou morte — ele se tornaria o novo chefe do Executivo fluminense, conforme prevê a Constituição estadual.

O caso do Rio serve como alerta para outros estados, incluindo Goiás, onde a Assembleia Legislativa (Alego) também detém papel crucial em sucessões. A estabilidade política e os processos de escolha de presidentes de assembleias são debates que ganham relevância nacional, especialmente em anos eleitorais.

A polêmica eleição na Alerj reforça a importância de se discutir os mecanismos de sucessão estadual e a necessidade de consenso nas casas legislativas, questões que transcendem o Rio de Janeiro e impactam todo o federativismo brasileiro.

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