Eleitores do Distrito Federal foram às urnas no domingo (2) para escolher o governador pelos próximos quatro anos. A campanha de 45 dias teve como eixos centrais a crise do BRB, a saúde e a educação. A atual governadora Celina Leão (PP) aparece à frente nas pesquisas de intenção de voto.
A instabilidade no Banco de Brasília ocupou o centro dos debates após denúncias de gestão temerária e perdas patrimoniais. Candidatos apresentaram planos que vão de auditoria independente a reestruturação completa da instituição. Na saúde, a fila por cirurgias eletivas e a falta de medicamentos em unidades de pronto atendimento foram cobradas em sabatinas e propaganda eleitoral.
Celina Leão adotou estratégia de defender o legado da gestão atual, destacando investimentos em telemedicina e ampliação de leitos, enquanto busca se distanciar das controvérsias do BRB. Segundo reportagem do G1, a governadora lidera as pesquisas com margem que pode garantir vitória no primeiro turno, o que evitaria segundo turno em 26 de outubro.
O Distrito Federal elege governador desde 1988 e a disputa pelo Palácio do Buriti costuma refletir a polarização nacional. Em 2022, a eleição foi decidida no segundo turno com diferença inferior a 2 pontos percentuais. Neste ano, a fragmentação de oposição e a máquina administrativa a favor da incumbente alteraram a dinâmica tradicional da corrida.
O resultado definirá os rumos da capital federal em áreas sensíveis como banco público, atendimento hospitalar e rede de ensino.