O fenômeno El Niño está ativo sobre o Brasil e foi o motor de uma série de eventos climáticos extremos que atingiram o Rio de Janeiro e São Paulo na semana passada. Vendavais, enchentes, granizo, tornados e deslizamentos de terra assustaram a população e causaram danos em áreas urbanas e rurais.
Segundo reportagem do G1, meteorologistas confirmam que o El Niño potencializa a formação de temporais e ventanias no Sudeste. O aquecimento anômalo das águas do Pacífico altera a circulação atmosférica e favorece a instabilidade, com chuvas volumosas em curto intervalo de tempo e rajadas de vento acima de 80 km/h.
Nos municípios fluminenses e paulistas mais afetados, há registros de alagamentos em vias principais, queda de árvores, destelhamentos e interrupção no fornecimento de energia. Equipes de defesa civil atuaram em ocorrências de deslizamento em áreas de encosta, enquanto o granizo danificou veículos e telhados em bairros da capital paulista e da região metropolitana.
A continuidade do fenômeno preocupa setores produtivos. A previsão de novos episódios de chuva forte e vento intenso nas próximas semanas eleva o risco de perdas em lavouras de grãos, café e cana-de-açúcar, além de pressionar a logística de escoamento da safra. Especialistas recomendam monitoramento constante de alertas do Inmet e da Defesa Civil para adoção de medidas preventivas.
Com o El Niño mantendo condições favoráveis a eventos severos, a atenção segue voltada para a evolução do tempo no Sudeste e os reflexos na safra e na infraestrutura urbana.