O fenômeno El Niño atingiu classificação de superintensidade, podendo se tornar o mais forte já registrado, e seus efeitos climáticos provocam alterações diretas na saúde da pele e do couro cabeludo. Especialistas da Sociedade Brasileira de Dermatologia alertam para a necessidade de adaptar rotinas de cuidado diante do cenário de radiação ultravioleta elevada e variações bruscas de umidade.
Em entrevista ao gshow, o dermatologista Flégon David, membro da SBD, explicou que o aumento da temperatura e da umidade favorece a proliferação de fungos e bactérias no couro cabeludo, além de agravar quadros de dermatite seborreica e caspa. A radiação UV mais intensa também acelera o envelhecimento cutâneo e eleva o risco de queimaduras e manchas.
Segundo reportagem do Globo, a exposição prolongada ao calor excessivo resseca a haste capilar, tornando os fios porosos, quebradiços e sem brilho. O suor em excesso altera o pH natural da pele, o que pode desencadear irritações, alergias de contato e surtos de acne em áreas como rosto, costas e peito.
A recomendação dos especialistas inclui uso diário de protetor solar com FPS 30 ou superior, reaplicação a cada duas horas, higiene suave com syndets ou sabonetes de pH fisiológico e hidratação com ativos como ácido hialurônico e ceramidas. Para o cabelo, indicam leave-in com filtro UV, evitando lavagens com água muito quente e secador em temperatura alta.
Em Goiânia, onde o clima alterna entre períodos secos e chuvas intensas no verão, a combinação de calor úmido e radiação forte pode potencializar os efeitos descritos. Serviços de dermatologia da rede pública e privada reforçam a orientação de consultas preventivas, especialmente para pacientes com histórico de doenças de pele sensíveis a variações climáticas.
A adaptação dos hábitos de proteção solar e hidratação passa a ser medida de saúde, não apenas estética, enquanto o fenômeno mantiver padrões climáticos extremos.