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Brasil

Ejaculação regular pode melhorar fertilidade masculina, indica estudo

Pesquisa revisada pelo G1 contradiz mito da abstinência e aponta degradação do esperma com armazenamento prolongado.

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Redação Biscoitei
04 de abril de 2026, 03:23 2 min de leitura
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Ejaculação regular pode melhorar fertilidade masculina, indica estudo

Pesquisa divulgada na revista Proceedings B, da Royal Society, aponta que a ejaculação frequente pode beneficiar a qualidade do sêmen, uma vez que o esperma se degrada com o tempo no epidídimo. O estudo, que revisou dezenas de trabalhos sobre fertilidade em humanos e animais, contesta a ideia de que a abstinência sexual aumentaria as chances de gravidez. Essas descobertas são relevantes para casais que tentam engravidar.

A investigação científica reuniu evidências de múltiplos estudos anteriores, demonstrando que intervalos longos entre ejaculações reduzem a mobilidade e a integridade do DNA espermático. Segundo os pesquisadores, o epidídimo, onde os espermatozoides são armazenados, não é um ambiente ideal para conservação prolongada, levando a um aumento de espécies reativas de oxigênio que danificam as células germinativas.

Conforme apurou o G1, que teve acesso à revisão, os resultados são consistentes tanto em humanos quanto em animais, indicando um princípio biológico universal. A análise mostra que a qualidade espermática atinge o pico após dois a três dias de abstinência, mas declina acentuadamente após uma semana sem ejaculação.

Em Goiás, onde a demanda por tratamentos de reprodução assistida tem crescido, clínicas de Goiânia já consideram essas evidências nas orientações aos pacientes. Dados da Associação Brasileira de Reprodução Humana (ABRH) indicam que cerca de 15% dos casais brasileiros enfrentam problemas de fertilidade, com fator masculino presente em aproximadamente 40% dos casos.

Profissionais da capital goiana relatam que a frequência de ejaculação é um tópico comum nas consultas, e as novas diretrizes podem ajustar as recomendações. Para os goianienses, a informação reforça a importância de hábitos saudáveis na busca pela gravidez.

Especialistas locais destacam que, além da frequência, fatores como dieta, estresse e exposição a toxinas também influenciam a saúde espermática. O estudo pode levar a uma revisão de protocolos em clínicas de reprodução assistida da região, promovendo abordagens mais baseadas em evidências.

A pesquisa reforça que a fertilidade masculina é dinâmica e sensível a comportamentos cotidianos. Casais que planejam ter filhos devem considerar a ejaculação regular como parte de um estilo de vida que favorece a concepção natural.

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