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Brasil

Duas irmãs de Uberaba são resgatadas da África após tráfico internacional

Vítimas foram enganadas com promessas de trabalho e retornaram ao Brasil com apoio de ONG e clínica universitária

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Redação Biscoitei
01 de outubro de 2026, 12:30 2 min de leitura
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Duas irmãs de Uberaba são resgatadas da África após tráfico internacional
Foto: Reprodução/og:image

Duas irmãs naturais de Uberaba, no Triângulo Mineiro, foram resgatadas em Madagascar e retornaram ao Brasil após serem vítimas de tráfico internacional de pessoas. O retorno foi confirmado na quinta-feira, 1º de outubro de 2026, pela ONG The Exodus Road Brazil e pela Clínica de Combate ao Trabalho Escravo da Unipac Uberaba. Elas fazem parte de um grupo de 23 brasileiros retidos em agosto naquele país africano.

As vítimas foram atraídas por falsas promessas de emprego no exterior e, ao chegarem a Madagascar, tiveram seus documentos retidos e foram submetidas a condições de trabalho forçado. Segundo reportagem do G1, o resgate foi possível graças à atuação conjunta de organizações internacionais de combate ao tráfico e autoridades locais malgaxes.

O caso está sendo monitorado pelas autoridades brasileiras, incluindo a Polícia Federal e o Ministério da Justiça, por meio da Secretaria Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (SENAD). A Clínica de Combate ao Trabalho Escravo da Unipac Uberaba está prestando atendimento psicossocial e jurídico às sobreviventes em sua cidade de origem.

Esse episódio faz parte de um padrão crescente de recrutamento enganoso que tem atingido trabalhadores de cidades do interior, especialmente em regiões como o Triângulo Mineiro e o Centro-Oeste brasileiro. Especialistas apontam a necessidade de campanhas de conscientização em pontos de vulnerabilidade, como agências de emprego informais e redes sociais.

Embora o fato tenha ocorrido em Minas Gerais, a repercussão tem chamado atenção de órgãos de direitos humanos em Goiás, onde há registro de aumento nas denúncias de trabalho análogo à escravidão nos últimos anos, segundo dados do Ministério do Trabalho.

O retorno das irmãs destaca a importância da cooperação internacional e do apoio local no enfrentamento ao tráfico de pessoas, bem como a necessidade de políticas públicas eficazes de prevenção e reintegração de vítimas.

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