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Brasil

Dólar sobe com pressão da inflação e guerra; setores de Goiás sentem impacto

Alta do dólar e variação do petróleo afetam custos do agronegócio e indústria goiana, além do poder de compra na capital.

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Redação Biscoitei
26 de março de 2026, 12:39 2 min de leitura
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Dólar sobe com pressão da inflação e guerra; setores de Goiás sentem impacto

O dólar abriu em alta nesta quinta-feira (26), pressionado pela prévia da inflação no Brasil e pela escalada do conflito no Oriente Médio. A valorização da moeda americana ocorre em um contexto de preços do petróleo em alta e volatilidade nas bolsas globais. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, também iniciou o pregão sob tensão.

A moeda americana operava em patamar elevado logo nos primeiros negócios, refletindo a cautela dos investidores diante dos dados inflacionários domésticos e da instabilidade geopolítica. A prévia do IPCA de setembro, divulgada nesta manhã, mostrou variação acima do esperado, reforçando as preocupações com o ritmo de queda dos juros. Paralelamente, o preço do Brent, referência internacional, ultrapassou a marca de US$ 90 o barril, pressionando os custos de importação e a inflação global.

Segundo o G1, a alta do dólar já impacta setores-chave da economia goiana, como o agronegócio, que vê seus custos de produção aumentarem com insumos importados mais caros. A indústria local também sente a pressão, especialmente nas cadeias que dependem de componentes do exterior.

Esta não é a primeira vez que a combinação de fatores externos e internos eleva a moeda americana. Em 2022, durante o auge da pandemia e da guerra na Ucrânia, o dólar também atingiu patamares recordes, afetando diretamente a balança comercial goiana. Dados do Banco Central mostram que a volatilidade cambial tem sido maior nos últimos anos, exigindo maior atenção dos empresários.

Em Goiânia, o efeito se faz sentir no custo de vida, com produtos importados e até mesmo nacionais que usam insumos externos ficando mais caros. O setor de combustíveis, por exemplo, tende a repassar a alta do petróleo aos bombons, encarecendo o transporte e afetando o preço de alimentos. Para o consumidor final, isso significa uma redução no poder de compra, especialmente em um estado com forte dependência de produtos industrializados.

Para a economia goiana, a combinação de câmbio alto e inflação pressionada exige adaptações urgentes, sobretudo nos setores exportadores e de bens de consumo. A situação reforça a necessidade de políticas que mitigem os efeitos da volatilidade internacional sobre o estado.

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