A dívida pública brasileira chegou a 82% do Produto Interno Bruto em junho, o maior patamar desde a pandemia de Covid-19. O indicador reúne os débitos do governo federal, dos estados e dos municípios.
O Banco Central publicou os números que compõem a dívida bruta do setor público consolidado. Segundo reportagem do G1, o percentual representa elevação frente aos meses anteriores e retoma nível observado apenas no auge da crise sanitária.
Em 2021, a relação dívida/PIB superou 80% impulsionada pelos gastos emergenciais de enfrentamento à pandemia. A trajetória vinha em queda gradual nos anos seguintes, mas voltou a pressionar o teto da meta fiscal.
O avanço do endividamento reduz o espaço orçamentário para investimentos e eleva o custo do serviço da dívida. Com juros altos, parcela maior da arrecicação federal é destinada ao pagamento de credores, em detrimento de áreas como saúde, educação e infraestrutura.
Estados e municípios também sentem o reflexo, pois a dinâmica da dívida consolidada influencia as condições de financiamento dos entes subnacionais e a capacidade de honrar compromissos previdenciários e contratuais.
O novo patamar da dívida pública reforça a necessidade de ajuste fiscal sustentável para estabilizar a trajetória do endividamento nos próximos anos.