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Brasil

Díaz-Canel acusa EUA de 'genocídio político' em discurso no aniversário da revolução cubana

Presidente citou embargo petrolífero e novas sanções; tensão aumentou após relatório do Departamento de Estado sobre direitos humanos

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Redação Biscoitei
27 de julho de 2026, 14:32 2 min de leitura
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Díaz-Canel acusa EUA de 'genocídio político' em discurso no aniversário da revolução cubana
Foto: Reprodução/og:image

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, classificou como 'genocídio político' o embargo de petróleo e o endurecimento das sanções impostos pelos Estados Unidos. A declaração ocorreu neste domingo, 26 de julho, data que marca o aniversário do assalto ao quartel Moncada, marco inicial da revolução cubana.

Em pronunciamento televisionado, Díaz-Canel afirmou que a restrição ao fornecimento de combustível busca asfixiar a economia da ilha e provocar instabilidade social. Segundo reportagem do G1, o mandatário cubano rebateu ainda um documento recente do Departamento de Estado norte-americano que acusa o governo de Havana de violações sistemáticas de direitos humanos.

O endurecimento das medidas ocorreu nos últimos meses, com Washington limitando a entrada de navios-tanque em portos cubanos e pressionando terceiros países a não venderem petróleo à ilha. A escassez de combustível provocou apagões rotativos, paralisação de transporte público e redução da atividade industrial em diversas províncias.

Analistas de mercado acompanham o cenário porque a disputa afeta rotas de abastecimento no Caribe e pode influenciar a formação de preços de derivados no Golfo do México. Empresas brasileiras que operam no comércio internacional de óleo e gás monitoram se haverá redirecionamento de cargas ou necessidade de novos contratos de fretamento.

Cuba depende historicamente de importações para suprir cerca de dois terços de sua demanda energética. Desde 2019, quando a administração Trump reativou sanções suspensas por Barack Obama, a ilha perdeu fornecedores tradicionais e passou a recorrer a aliados como Rússia e Venezuela em condições menos favoráveis.

O discurso reforça o impasse diplomático sem sinal de negociação imediata, mantendo a incerteza sobre o abastecimento energético cubano e seus reflexos no mercado regional.

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