O Distrito Federal iniciou, em 13 de maio de 2024, uma campanha massiva de castração gratuita para cães e gatos, com 660 vagas disponíveis no Recanto das Emas. O agendamento é presencial, de segunda a sexta-feira, e a ação visa controlar a população animal em áreas de vulnerabilidade. Enquanto isso, Goiânia ainda não possui um programa público organizado com escala semelhante, deixando milhares de animais sem acesso a cirurgias essenciais.
A Secretaria Extraordinária de Proteção Animal do DF (Sepan-DF) distribui 120 vagas por dia, totalizando 600 castrações agendadas até o fim da semana, além de 60 vagas reservadas para animais de rua. A ação é parte de uma estratégia de controle populacional e bem-estar animal, com foco em regiões com alto índice de abandono e reprodução descontrolada. Os procedimentos incluem cirurgia, medicamentos e acompanhamento pós-operatório, tudo gratuito.
Segundo o G1, a campanha do DF é considerada um modelo nacional pela organização logística e pela integração entre poder público e entidades de proteção animal. O agendamento presencial, com horários definidos e local único, evita filas caóticas e garante eficiência. A iniciativa também inclui orientações sobre responsabilidade familiar e adoção consciente, ampliando o impacto social da ação.
Em Goiânia, a falta de um programa público estruturado de castração em larga escala tem gerado pressão constante de protetores independentes e ONGs. Regiões como Setor Marista, Jardim Botânico e Vila Olímpica apresentam altos índices de cães comunitários e gatos em situação de rua, mas as únicas opções disponíveis são campanhas pontuais, muitas vezes limitadas a poucas centenas de animais por ano.
Especialistas apontam que a adoção de um modelo como o do DF — com vagas programadas, infraestrutura fixa e fluxo contínuo — poderia reduzir em até 70% os casos de abandono e agressividade animal nos próximos cinco anos. Em Goiás, onde o número de animais em situação de rua é estimado em mais de 100 mil, a ausência de políticas públicas consistentes representa um custo social e financeiro crescente para os municípios.
A experiência do Distrito Federal demonstra que o controle populacional animal é possível com planejamento e investimento público. Para Goiânia, adotar um modelo semelhante não é apenas uma questão de bem-estar animal, mas de saúde pública e segurança urbana.