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Brasil

Crise do BRB herdada por Celina Leão ameaça contas de goianos

Banco público do DF enfrenta problemas de capitalização e governança, e nova governadora definirá futuro da instituição com impacto em clientes de Goiás.

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Redação Biscoitei
30 de março de 2026, 10:06 2 min de leitura
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Crise do BRB herdada por Celina Leão ameaça contas de goianos

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), encerrou seu mandato em 29 de setembro sem solucionar a crise financeira do Banco de Brasília (BRB). A situação, que se agravou durante sua gestão com problemas de capitalização e governança, foi transferida para a sucessora Celina Leão (PDT). Com mais de 500 mil clientes, o BRB atua estrategicamente no DF e em Goiás, afetando diretamente empresas e servidores públicos goianos.

A crise do BRB se caracteriza por capitalização insuficiente e falhas na governança, segundo auditorias. O banco, fundado em 1964, viu sua saúde financeira deteriorar-se nos últimos anos, especialmente sob Ibaneis Rocha, que resistiu a um aporte direto do tesouro distrital para recapitalização, preferindo adiar a solução.

Conforme apurou o G1, a recusa de Ibaneis em injetar recursos públicos foi uma decisão política para evitar debates eleitorais, mas deixou a instituição vulnerável. A falta de medidas estruturais resultou em indicadores de rentabilidade abaixo dos padrões do setor, aumentando a pressão sobre a nova administração.

Em Goiás, o BRB possui uma base expressiva de clientes, incluindo servidores e empresas do entorno de Brasília. Dados da instituição indicam que aproximadamente 15% de suas operações de crédito e depósitos são originados de goianos, o que eleva a preocupação com eventuais reflexos de uma instabilidade financeira na economia regional.

A história do BRB remonta a 1964, quando foi criado para fomentar o desenvolvimento do DF e da região. O cenário goiano evoca a extinção do Banco do Estado de Goiás (BEG) em 2002, que após anos de problemas, foi liquidado, prejudicando correntistas. Especialistas alertam que um colapso do BRB poderia gerar consequências semelhantes para os goianos que dependem de seus serviços.

Celina Leão assumiu em 30 de setembro com a tarefa urgente de definir um plano de recapitalização ou alternativas como privatização ou fusão. A governadora precisa equilibrar a necessidade de preservar o papel social do banco — fundamental para financiamento habitacional e microempresas — com a pressão por uma solução viável economicamente.

A indefinição sobre o futuro do BRB coloca em risco a estabilidade financeira de milhares de clientes em Goiás e exige uma solução urgente da nova administração do Distrito Federal.

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