A rápida expansão da energia solar em Goiás, destacada como uma das maiores do Brasil, está pressionando a infraestrutura de transmissão elétrica, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O estado enfrenta desafios significativos para integrar a crescente geração distribuída ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
Com cerca de 44 mil megawatts de capacidade instalada em todo o país, a energia solar se tornou a segunda maior fonte de geração, mas a rede de transmissão não acompanhou esse crescimento, de acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Em Goiás, a situação é crítica, com desligamentos programados de usinas solares para evitar sobrecargas.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) confirmou que os desligamentos, antes esporádicos, agora são rotina em regiões como o Centro-Oeste, onde a penetração solar é alta. Isso ocorre principalmente nos horários de pico de irradiação, quando a oferta supera a capacidade de escoamento da energia gerada.
O agronegócio e a região metropolitana de Goiânia são os principais impulsionadores da expansão solar em Goiás. No entanto, a falta de investimentos em linhas de alta tensão e subestações limita a absorção dessa energia, o que pode levar a restrições de novas conexões e aumento de custos para os consumidores.
A administração estadual e as prefeituras, como a de Goiânia, estão sob pressão para garantir investimentos em infraestrutura de transmissão. Sem planos específicos divulgados, a situação exige uma resposta rápida para evitar prejuízos econômicos e riscos de desabastecimento.