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Brasil

Congestionamento na MT-130 após acidente com ônibus de Matheuzinho reacende debate sobre infraestrutura

Caminhoneiros de Goiás enfrentam lentidão em rota essencial para o agronegócio; acidente destacou fragilidade da via

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Redação Biscoitei
13 de julho de 2026, 06:05 2 min de leitura
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Congestionamento na MT-130 após acidente com ônibus de Matheuzinho reacende debate sobre infraestrutura
Foto: Reprodução/og:image

Um acidente entre um ônibus transportando o cantor Matheuzinho e duas carretas na MT-130, em Mato Grosso, gerou um engarrafamento de quilômetros no sábado, 11 de maio. O incidente, registrado entre Primavera do Leste e Paranatinga, interrompeu o trânsito por horas e foi registrado por drone, virando informacao viral nas redes sociais.

O acidente, que não causou mortes, paralisou o fluxo de veículos em uma das principais rotas logísticas do Centro-Oeste, afetando principalmente caminhoneiros que transportam soja, milho e outros produtos do agronegócio goiano para portos do Norte. A rodovia MT-130 é parte da cadeia de escoamento que liga Mato Grosso a estados como Goiás, Tocantins e Pará, sendo vital para o comércio regional.

Segundo o G1, o trânsito só foi liberado após a remoção dos veículos envolvidos e a conclusão dos trabalhos da Polícia Rodoviária Estadual. O vídeo divulgado por Matheuzinho nas redes sociais mostrou uma fila de mais de 20 km de caminhões e veículos particulares, reforçando a vulnerabilidade da infraestrutura rodoviária nesse eixo.

A MT-130, apesar de ser uma via estratégica para o escoamento da produção agrícola de Goiás, sofre com falta de manutenção e sinalização inadequada. Em anos recentes, acidentes frequentes e deterioração do pavimento já haviam sido apontados por associações de caminhoneiros como riscos constantes. A situação se repete em outras rodovias do interior de Mato Grosso, que funcionam como extensões das rotas goianas.

Para o transporte de cargas que saem de Goiânia e região, a MT-130 é uma das alternativas mais rápidas para acessar o Porto de Santarém e outras rotas do Norte. O congestionamento causado pelo acidente gerou atrasos logísticos que impactaram diretamente empresas de transporte de Goiás, com perdas estimadas em milhões de reais por dia de paralisação.

O episódio reforça a urgência de investimentos em infraestrutura rodoviária no eixo Goiás-Mato Grosso, essencial para a economia regional e a competitividade do agronegócio goiano.

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