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Brasil

Colesterol alto atinge 14% dos brasileiros e 12% dos goianos; veja como controlar

Especialistas alertam para riscos cardiovasculares e recomendam mudanças de estilo de vida para reduzir o LDL

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Redação Biscoitei
02 de abril de 2026, 21:18 3 min de leitura
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Colesterol alto atinge 14% dos brasileiros e 12% dos goianos; veja como controlar

Colesterol LDL alto atinge 14% dos brasileiros e 12% dos goianos, segundo a PNS 2023, elevando riscos de infarto e AVC no Brasil e em Goiânia.

Segundo o Ministério da Saúde, o excesso de colesterol LDL está diretamente ligado ao desenvolvimento de aterosclerose, que pode obstruir artérias e provocar eventos cardiovasculares graves. Em Goiás, a taxa de 12% de adultos com colesterol alto reflete, em parte, os desafios impostos pela rápida ocupação urbana em Goiânia, onde a expansão de áreas residenciais muitas vezes reduz espaços para prática de atividades físicas ao ar livre (segundo Google News Goiânia – curtamais.com.br). Especialistas da Sociedade Brasileira de Cardiologia recomendam a redução de gorduras saturadas e o aumento de fibras na alimentação, além da prática regular de exercícios como caminhadas, ciclismo ou musculação, para melhorar o perfil lipídico. Essas medidas são consideradas a primeira linha de tratamento, podendo adiar ou eliminar a necessidade de uso de estatinas ou outros medicamentos.

A rotina de muitos goianos é afetada por longos deslocamentos, como o congestionamento de mais de 20 km registrado nas rodovias rumo ao litoral de SP antes do feriado de Páscoa, que limita o tempo disponível para atividades físicas (segundo G1). Estudos mostram que cada hora adicional passada em trânsito reduz a probabilidade de alcançar a recomendação semanal de 150 minutos de exercício moderado em até 15%. Para contrabalançar esse efeito, profissionais de saúde sugerem integrar pequenos movimentos ao longo do dia, como subir escadas em vez de usar elevador e realizar alongamentos durante pausas no trabalho. Além disso, empresas locais estão sendo incentivadas a oferecer programas de ginástica laboral e parcerias com academias próximas aos centros de emprego.

Em Goiânia, o Hospital das Clínicas da UFG realizou, em 2022, um estudo que mapeou o perfil lipídico da população local, identificando padrões de colesterol LDL elevado semelhantes aos observados em nível nacional. Os dados desse levantamento alimentam o Relatório de Monitoramento de Fatores de Risco Cardiovascular da Secretaria de Estado de Saúde de Goiás, que orienta ações de saúde pública voltadas à prevenção de infartos e AVCs na região. Campanhas de orientação nutricional têm sido distribuídas em unidades básicas de saúde, enfatizando a importância de reduzir o consumo de carnes gordurosas, frituras e alimentos industrializados ricos em gordura trans. Simultaneamente, parques municipais e academias comunitárias têm recebido apoio logístico para oferecer aulas gratuitas de caminhada guiada e treinamento de força, especialmente em bairros com maior prevalência de fatores de risco.

Manter o colesterol sob controle por meio de alimentação balanceada e atividade física regular reduz significativamente a incidência de eventos cardiovasculares graves, segundo diretrizes do Ministério da Saúde. O acompanhamento médico periódico, com exames de sangue pelo menos uma vez ao ano, permanece essencial para detectar alterações precocemente e ajustar intervenções conforme necessário. Autoridades de saúde reforçam que a combinação de políticas urbanas que preservem áreas verdes e incentivem a mobilidade ativa pode melhorar tanto a qualidade do ar quanto a adesão a hábitos saudáveis. Assim, indivíduos, gestores públicos e o setor privado têm papéis complementares para reduzir os índices de colesterol alto e proteger a população goiana e brasileira de riscos evitáveis.

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