O Colégio Mãe de Deus, em Goiânia, estrutura sua proposta pedagógica em torno da formação integral e da transmissão de valores que acompanham o estudante para além da sala de aula. A escola atende a demanda de pais que, após analisarem localização, segurança e resultados acadêmicos, buscam um ambiente onde o desenvolvimento humano ocorra no dia a dia.
Segundo reportagem do G1, a instituição organiza o projeto pedagógico para que perguntas sejam acolhidas, amizades se formem e talentos sejam identificados na rotina escolar. A abordagem coloca o convívio e a convivência como eixos centrais do aprendizado, não como atividades complementares.
Pesquisas de opinião com famílias goianienses mostram que a escolha da escola passa por duas etapas: primeiro, a checagem de itens objetivos — infraestrutura, idiomas, tecnologia e desempenho em avaliações externas; depois, a avaliação subjetiva sobre quem o filho poderá se tornar ao longo dos anos letivos.
A Secretaria de Estado de Educação de Goiás monitora o cumprimento da Base Nacional Comum Curricular nas redes particulares, mas não regula a forma como cada escola traduz os princípios de formação integral. Isso dá autonomia para que colégios como o Mãe de Deus desenhem percursos próprios de valores, desde que mantenham a carga horária e os componentes curriculares obrigatórios.
No mercado goianiense, a concorrência entre escolas privadas fez com que a 'formação integral' virasse termo recorrente em materiais de matrícula. A diferença prática está em como cada instituição operacionaliza o conceito: se em projetos isolados ou se na cultura escolar, no tratamento de conflitos, na escuta ativa e no exemplo dos educadores.
Para as famílias, a visita à escola e a conversa com outros pais seguem como melhores termômetros para saber se a proposta de valores se sustenta na prática.