O senador Cleitinho (Republicanos) anunciou em 3 de julho que não disputará o governo de Minas Gerais no ano que vem. A decisão retira o nome que aparecia na frente nas pesquisas de intenção de voto e abre caminho para o ex-deputado federal Marcelo Aro (PP) ser trabalhado pelo Partido Liberal no estado.
Segundo reportagem do G1, o anúncio foi feito em vídeo nas redes sociais. Cleitinho alegou que prefere permanecer no Senado e disse não ter estrutura para uma campanha majoritária. Levantamento da Quaest divulgado em junho o colocava em primeiro lugar em todos os cenários testados, com vantagem numérica sobre adversários.
Com a saída, o PL passa a costurar a candidatura de Marcelo Aro, que foi deputado federal por dois mandatos e presidiu a Federação Mineira de Futebol. A legenda vê no ex-parlamentar perfil alinhado ao eleitorado conservador e capilaridade no interior, onde o partido busca expandir a base.
O cenário em Minas segue indefinido. O atual governador Romeu Zema (Novo) não pode concorrer à reeleição, e nomes como o do vice-governador Mateus Simões (Novo) e do senador Rodrigo Pacheco (PSD) circulam nos bastidores. A definição do palanque de Jair Bolsonaro no estado deve ditar o ritmo das alianças nos próximos meses.
Para o eleitor mineiro, a mudança altera a dinâmica da disputa: sai um candidato com alta rejeição e alta intenção de voto simultâneas, entra um nome menos conhecido nacionalmente, mas com trânsito em máquinas partidárias regionais. O vácuo deixado por Cleitinho tende a redistribuir apoios entre as demais pré-candidaturas.
A retirada de Cleitinho embaralha o tabuleiro em Minas e testa a capacidade do PL de transferir capital político para um nome novo na majoritária estadual.