Pular para o conteúdo
Publicidade
Brasil

Cientista brasileira cria 'caneta' que identifica câncer durante cirurgia

Tecnologia desenvolvida por Lívia Éberlin analisa tecidos em segundos e pode ser adotada em hospitais de Goiás.

R
Redação Biscoitei
29 de março de 2026, 22:16 2 min de leitura
Compartilhar:
Cientista brasileira cria 'caneta' que identifica câncer durante cirurgia

A pesquisadora brasileira Lívia Éberlin desenvolveu um dispositivo portátil em formato de caneta que identifica células cancerosas em tempo real durante procedimentos cirúrgicos. A tecnologia analisa moléculas do tecido em poucos segundos, permitindo decisões médicas mais precisas sobre a remoção de tumores. A inovação promete melhorar significativamente os resultados no tratamento do câncer.

O dispositivo, conhecido como MasSpec Pen, foi criado durante o doutorado de Éberlin nos Estados Unidos. Ele utiliza espectrometria de massa para analisar as moléculas do tecido e indicar, por meio de sinais sonoro e visual, se a amostra é cancerosa ou saudável. O processo leva menos de 10 segundos, segundo a pesquisa.

Segundo o G1, a tecnologia já foi testada em mais de 250 pacientes durante cirurgias de câncer de mama, com precisão superior a 95%. A cientista, cofundadora da startup MassSpec Pen, busca agora regulamentação e comercialização do dispositivo para ampliar seu uso.

A identificação precisa das margens tumorais durante a cirurgia é um desafio comum na oncologia. Métodos tradicionais, como congelação e análise histopatológica, podem levar até 30 minutos, exigindo que o paciente permaneça sob anestesia por mais tempo. A caneta de Éberlin oferece uma alternativa rápida e não invasiva.

Em Goiás, onde o câncer é uma das principais causas de mortalidade, a adoção dessa tecnologia poderia aprimorar os serviços de saúde. Hospitais de referência em Goiânia, como o Hospital das Clínicas e o Araújo Jorge, poderiam integrar o dispositivo aos procedimentos oncológicos, reduzindo cirurgias adicionais e melhorando a recuperação dos pacientes.

A inovação de Lívia Éberlin representa um avanço significativo na cirurgia oncológica e, se implementada em Goiás, pode elevar o padrão de tratamento do câncer no estado.

Compartilhar: