Um novo ciclone-bomba atingiu o Rio Grande do Sul nos últimos dias, marcando o segundo evento do tipo em um intervalo de dez dias. O fenômeno deixou mais de 100 municípios com danos estruturais, cortou o fornecimento de energia para quase 300 mil imóveis e forçou mais de duas mil pessoas a deixarem suas casas.
Em Minas do Leão, os ventos destelharam cerca de 300 residências, segundo informações da Defesa Civil estadual. Em Montenegro, o órgão confirmou a morte de Maicon Veríssimo Milk, única vítima fatal registrada até o momento. Os dados constam em boletins oficiais divulgados pelas autoridades gaúchas.
Conforme reportagem do G1, o ciclone-bomba se formou sobre o oceano e avançou sobre o território gaúcho com rajadas que superaram 100 km/h em diversas regiões. A rapidez na sucessão de eventos extremos tem exigido mobilização contínua de equipes de emergência e assistência social.
A Defesa Civil do RS mantém alerta para a possibilidade de novos temporais nos próximos dias, com risco de alagamentos e deslizamentos em áreas já saturadas pela chuva anterior. Abrigos foram abertos em ginásios e escolas para acolher as famílias desalojadas.
O governo estadual solicitou apoio federal para a reconstrução de infraestrutura danificada, especialmente na rede elétrica e em estradas vicinais. A previsão é de que o restabelecimento total do fornecimento de energia leve dias em localidades mais isoladas.
A sequência de ciclones expõe a vulnerabilidade de regiões inteiras diante de eventos climáticos cada vez mais frequentes e intensos.