Uma galinha leva aproximadamente 25 horas para formar e posturar um ovo completo. Esse ciclo contínuo, iniciado com a liberação da gema no ovário, é responsável pela média diária de um ovo por ave e determina a eficiência da produção avícola em todo o país.
O processo começa no ovário, onde a gema (óvulo) é liberada e inicia sua jornada pelo oviduto. Nesse canal, que pode ter até 60 centímetros de comprimento, a clara (albumem) é secretada em camadas ao redor da gema. A formação final ocorre no útero ou shell gland, onde a casca de cálcio é depositada em um período de cerca de 20 horas.
Conforme apurou o G1, a duração média de 25 horas para todo o ciclo explica por que a postura raramente ocorre exatamente no mesmo horário a cada dia. Esse ritmo biológico, aliado a fatores como raça, nutrição e ambiente, define a produtividade das granjas.
Historicamente, a domesticação e a seleção genética aumentaram significativamente a capacidade de postura das galinhas. Raças modernas de postura, como a Hy-Line ou a Lohmann, são capazes de produzir mais de 300 ovos por ano, um feito diretamente ligado à otimização desse ciclo fisiológico de 25 horas.
Em Goiás, estado que se destaca na avicultura brasileira, esse conhecimento é aplicado diariamente. Granjas localizadas no entorno de Goiânia e em outras regiões do estado monitoram rigorosamente fatores como iluminação (que estimula a postura), temperatura e alimentação para minimizar interrupções no ciclo e atender à alta demanda regional por ovos frescos.
O controle eficiente desse processo impacta diretamente a oferta e o preço do produto no mercado goiano. Qualquer variação no ciclo, como estresse térmico ou doenças, pode reduzir a postura e, consequentemente, afetar o abastecimento dos supermercados e padarias da capital e do interior.
O ciclo de 25 horas é, portanto, a espinha dorsal da produção de ovos, e sua compreensão e manejo são estratégicos para a manutenção da segurança alimentar e da economia em Goiás.