A Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) montou uma força-tarefa específica para desestabilizar o governo de Cuba, segundo reportagens publicadas por veículos internacionais e confirmadas por fontes da própria agência.
A informação foi revelada pelo The New York Times e repercutida pelo G1, com base em relatórios que descrevem a criação de uma estrutura interna voltada a ações encobertas contra a ilha. Fontes da CIA admitiram a existência da unidade, embora detalhes sobre seu escopo operacional e cronograma não tenham sido divulgados.
A iniciativa marca uma escalada na postura de Washington em relação a Havana, que já enfrenta sanções econômicas de longa data. Analistas ouvidos pela imprensa internacional avaliam que a força-tarefa pode envolver operações de influência, apoio a grupos de oposição e ações cibernéticas, táticas já empregadas em outros contextos da Guerra Fria e do período posterior.
Historicamente, os Estados Unidos mantiveram programas destinados a mudar o regime cubano, desde a invasão da Baía dos Porcos em 1961 até programas de rádio e TV dirigidos à ilha. A diferença agora, segundo especialistas, seria a institucionalização de uma equipe permanente dentro da CIA com mandato explícito de desestabilização, o que sinaliza prioridade estratégica renovada.
A revelação ocorre em momento de tensão regional, com Cuba enfrentando crise energética, escassez de alimentos e protestos esporádicos. Governos latino-americanos e organismos multilaterais ainda não se pronunciaram oficialmente sobre a notícia, mas a comunidade diplomática acompanha os desdobramentos com atenção.
A existência da força-tarefa reforça a disposição dos EUA em pressionar Havana por meios não convencionais, adicionando um novo capítulo a seis décadas de confrontação bilateral.