A Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) estruturou uma força-tarefa dedicada a minar a estabilidade do governo de Cuba. A iniciativa insere-se em décadas de operações encobertas norte-americanas na ilha caribenha.
Segundo reportagem do G1, a unidade foi montada com foco em ações de desinformação, pressão econômica e apoio a grupos de oposição interna. O desenho da força-tarefa espelha estratégias usadas em outros países da América Latina durante a Guerra Fria.
Registros históricos mostram que a CIA tentou derrubar a liderança cubana desde os anos 1960, incluindo a invasão da Baía dos Porcos e centenas de planos de assassinato contra Fidel Castro. A nova estrutura indica continuidade dessa doutrina, adaptada a ferramentas digitais e sanções setoriais.
Analistas de relações internacionais observam que o movimento ocorre enquanto Washington mantém o embargo comercial e restringe viagens, ao mesmo tempo em que Havana fortalece laços com Moscou e Pequim. O cenário amplia a disputa por influência no Caribe.
A criação da força-tarefa também reacende debates no Congresso dos EUA sobre a legalidade de operações encobertas contra nações soberanas sem autorização legislativa prévia. Organizações de direitos humanos cobram transparência sobre o mandato e os métodos da unidade.
A revelação expõe mais um capítulo da tensão bilateral que molda a geopolítica do hemisfério ocidental há mais de seis décadas.