Fortes chuvas no fim de semana provocaram a cheia dos rios Paraná e Iguaçu, inundando ruas e residências em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, e em Ciudad del Este, no Paraguai. Centenas de famílias foram afetadas e moradores precisaram recorrer a barcos para se deslocar nas áreas alagadas.
Segundo reportagem do G1, a elevação do nível dos rios começou ainda no sábado e se intensificou no domingo, transbordando para bairros ribeirinhos dos dois lados da fronteira. Em Ciudad del Este, a água invadiu casas e comércios, obrigando a retirada de moradores com apoio da defesa civil paraguaia. Do lado brasileiro, bairros como Porto Meira e Três Lagoas registraram alagamentos severos, e a prefeitura de Foz do Iguaçu decretou situação de emergência.
Equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil atuam no resgate de famílias ilhadas e na distribuição de kits de higiene, colchões e alimentos. Abrigos temporários foram montados em escolas e centros comunitários para receber os desalojados. A prefeitura informou que monitora o nível do rio Paraná, que segue acima da cota de inundação, e não descarta novas evacuações caso as chuvas persistam nos próximos dias.
A região de Foz do Iguaçu é um dos principais destinos turísticos do Paraná, recebedor de visitantes de todo o país, inclusive de Goiânia. A cheia atinge áreas próximas a hotéis, restaurantes e ao Parque Nacional do Iguaçu, onde ficam as Cataratas. A vazão das quedas subiu acima da média histórica, o que pode levar ao fechamento temporário de passarelas e miradores, impactando diretamente o fluxo de turistas e a economia local.
Meteorologistas associam o volume excepcional de chuvas à atuação de uma frente fria estacionária sobre o Sul do Brasil, combinada com umidade vinda da Amazônia. O Instituto Nacional de Meteorologia mantém alerta laranja para chuvas intensas no oeste paranaense até a quarta-feira, com previsão de acumulados que podem superar 100 milímetros em 24 horas.
A situação segue sob monitoramento das autoridades dos dois países, com risco de novos alagamentos se as chuvas não derem trégua. Moradores e comerciantes da fronteira iniciam a contabilização dos prejuízos enquanto aguardam a baixa dos rios.