Chiquinho Oliveira, ex-deputado estadual e ex-presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, foi nomeado para integrar o Conselho da Agência Goiana de Regulação, Supervisão e Controle (AGR). A indicação, que entra em vigor imediatamente, amplia a presença do PSB em órgãos de controle de serviços públicos essenciais no estado, como saneamento e transporte.
A AGR é o órgão responsável por regulamentar, fiscalizar e supervisionar os serviços públicos estaduais, incluindo água e esgoto, transporte coletivo e distribuição de energia. Como conselheiro, Chiquinho Oliveira terá poder de voto em decisões que impactam diretamente a qualidade e o acesso desses serviços em Goiânia e no interior. Sua nomeação ocorre em meio à pré-campanha de reeleição do deputado Rubens Marques (PSB), com quem mantém aliança política e atuação conjunta.
Segundo o Jornal Opção, a escolha de Chiquinho Oliveira é vista como um movimento estratégico para consolidar a influência do PSB em instâncias de controle público. A agência, que opera com autonomia técnica, tem seus conselheiros indicados por autoridades e entidades da sociedade civil, o que torna a transparência na seleção um ponto de atenção para especialistas e cidadãos.
Historicamente, a AGR já enfrentou críticas por falta de diversidade em sua composição e por decisões consideradas lentas em áreas como o saneamento básico. A chegada de um político com perfil de liderança legislativa, como Chiquinho, pode acelerar negociações, mas também levanta questionamentos sobre a independência técnica do órgão frente a pressões políticas.
Em Goiás, onde mais de 40% da população ainda não tem acesso pleno a esgoto tratado, segundo dados do Tribunal de Contas, a atuação do conselho é decisiva. A nomeação de um nome com forte vínculo partidário pode gerar expectativas de agilidade, mas também exige maior fiscalização da sociedade civil sobre os interesses em jogo.
A nomeação de Chiquinho Oliveira para a AGR coloca em evidência o papel crescente da política na regulação de serviços públicos essenciais. A transparência nos processos de escolha e o debate público serão fundamentais para garantir que o interesse coletivo prevaleça sobre interesses partidários.