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Brasil

China defende comércio com Irã e rejeita interferência externa após sanções dos EUA

Pequim classifica sanções unilaterais como ilegítimas e promete defender interesses legítimos; tensão eleva incerteza no mercado global de energia

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Redação Biscoitei
25 de agosto de 2026, 09:30 2 min de leitura
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China defende comércio com Irã e rejeita interferência externa após sanções dos EUA
Foto: Reprodução/og:image

A China afirmou na terça-feira (25) que manterá relações comerciais com o Irã e rejeitou pressões externas sobre o intercâmbio bilateral. A declaração foi feita pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, em entrevista coletiva em Pequim, um dia depois de Washington anunciar novas sanções contra Teerã e advertir países que negociam com o governo iraniano.

Lin Jian disse que a cooperação econômica e comercial entre China e Irã ocorre dentro do direito internacional e não deve sofrer interferências. O porta-voz acrescentou que Pequim continuará a salvaguardar os direitos legítimos de empresas e cidadãos chineses envolvidos nesses negócios.

As novas medidas do Departamento do Tesouro dos EUA, divulgadas na segunda-feira (24), miram setores como petróleo, petroquímico e transporte marítimo iranianos. Segundo reportagem do G1, a Casa Branca também sinalizou que nações ou empresas que mantiverem laços financeiros com Teerã poderão enfrentar restrições de acesso ao sistema financeiro americano.

A resposta chinesa reforça a parceria estratégica entre os dois países, que inclui acordos de longo prazo para compra de petróleo e investimentos em infraestrutura. Analistas ouvidos por agências internacionais avaliam que a disposição de Pequim em desafiar as sanções pode sustentar as exportações iranianas, ainda que com descontos e rotas alternativas.

O impasse adiciona volatilidade ao mercado global de energia, já sensível a riscos geopolíticos no Oriente Médio. Qualquer redução sustentada da oferta iraniana tende a pressionar cotações do barril, com reflexos em cadeias produtivas que dependem de derivados de petróleo e gás natural.

Enquanto isso, diplomatas europeus tentam preservar canais de diálogo com Teerã para evitar escalada nuclear. A Agência Internacional de Energia Atômica segue monitorando o programa iraniano, mas o endurecimento mútuo reduz margens para negociação no curto prazo.

A postura chinesa sinaliza que o eixo Pequim-Teerã seguirá ativo apesar da pressão ocidental, mantendo o mercado de petróleo sob vigilância constante.

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