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Brasil

China critica tarifas americanas e reafirma apoio ao Brasil

Ministério chinês denuncia tarifas de 10% e 12,5% dos EUA e avisa risco às exportações goianas de soja e carne

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Redação Biscoitei
27 de julho de 2026, 18:30 2 min de leitura
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China critica tarifas americanas e reafirma apoio ao Brasil
Foto: Reprodução/og:image

Na segunda-feira, 27 de julho, o Ministério do Comércio da China manifestou forte oposição às novas tarifas de 10% e 12,5% impostas pelos Estados Unidos a produtos chineses, alegando que se tratam de medidas injustificadas. O comunicado, emitido em Pequim, pede que Washington reveja as taxações e as cancele. A declaração surge logo após conversas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o líder Xi Jinping sobre a aceleração das negociações de um acordo entre a China e o Mercosul.

O Ministério do Comércio da China divulgou um comunicado oficial condenando as tarifas de 10% sobre produtos eletrônicos e 12,5% sobre bens de consumo que os Estados Unidos impuseram recentemente. O órgão acusou Washington de usar o combate ao trabalho forçado como pretexto para medidas protecionistas e pediu a revogação imediata das taxações. A declaração foi feita em Pequim, onde representantes chineses acompanharam as discussões bilaterais entre Lula e Xi Jinping sobre o Mercosul.

Segundo reportagem do G1, a China ressaltou que as tarifas americanas podem impactar as cadeias de abastecimento que incluem a soja e a carne produzidas em Goiás, principais produtos exportados ao mercado chinês. O governo chinês reafirmou apoio ao Brasil, classificando a interferência externa como prejudicial ao comércio internacional. Essa posição busca pressionar os EUA a reconsiderarem a política tarifária.

As tensões comerciais entre Washington e Pequim remontam a 2018, quando os Estados Unidos iniciaram uma série de tarifas sobre aço, alumínio e tecnologia chinesa. Desde então, ambas as nações têm trocado medidas retaliatórias, afetando setores como o agrícola, automotivo e de serviços. No contexto sul-americano, a China tem intensificado negociações com o Mercosul, visando consolidar um acordo que poderia ampliar o acesso de produtores brasileiros a seu vasto mercado.

Autoridades do governo de Goiás acompanham a evolução das negociações para avaliar possíveis ajustes nas estratégias de exportação. Caso as tarifas permaneçam, produtores locais podem buscar diversificar destinos ou negociar condições comerciais mais favoráveis. O monitoramento busca minimizar impactos econômicos no estado.

A disputa entre China e Estados Unidos tem potencial de reverberar nas exportações goianas, tornando crucial o acompanhamento das negociações bilaterais. Diversificar mercados pode ser estratégia para reduzir a vulnerabilidade do agronegócio regional.

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