O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) tombou nesta quarta-feira (23) a Casa da Cultura e o Museu do Trem, ambos localizados no bairro de São José, no centro do Recife. A decisão eleva a proteção dos imóveis, que já contavam com tombamento estadual, para a esfera federal.
O tombamento nacional garante que intervenções nos prédios dependam de autorização prévia do Iphan, o que reforça a preservação de características arquitetônicas e históricas originais. Segundo reportagem do G1, a medida atende a um processo de avaliação técnica que reconheceu o valor excepcional dos bens para a memória do país.
A Casa da Cultura funciona no antigo prédio da Casa de Detenção, construído em meados do século XIX, e abriga hoje lojas de artesanato, livrarias e espaços de exposição. O Museu do Trem ocupa a antiga Estação Central do Recife, marco da implantação do sistema ferroviário em Pernambuco, e guarda acervo ligado à história dos transportes no estado.
Ambos os equipamentos já eram protegidos pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe). A duplicidade de esferas — estadual e federal — cria uma rede de salvaguarda mais robusta, com fiscalização compartilhada e acesso a linhas de financiamento específicas do governo federal para restauro e manutenção.
O Recife concentra um dos maiores conjuntos de bens tombados pelo Iphan no Nordeste. A inclusão da Casa da Cultura e do Museu do Trem amplia a área de proteção no bairro de São José, região que passa por processos de revitalização urbana e debates sobre o equilíbrio entre desenvolvimento imobiliário e preservação do centro histórico.
Com o tombamento federal, os dois imóveis passam a integrar oficialmente o rol de bens culturais de interesse nacional, assegurando sua transmissão às futuras gerações.