Na madrugada de 5 de abril, um veículo em Vitória (ES) foi interditado após a Guarda Civil Municipal descobrir um tanque de combustível improvisado feito de garrafa PET, ligado diretamente ao motor por mangueiras. O caso, flagrado em blitz na Avenida Adalberto Simão Nader, expõe um risco grave à segurança viária e reacende o alerta para práticas semelhantes já observadas em Goiânia.
O tanque original do carro havia sido removido e substituído pelo recipiente plástico, que armazenava combustível diretamente no sistema de alimentação do motor. Segundo normas da ANTT e CETRAN, essa prática é ilegal, pois garrafas PET não resistem à pressão e temperatura do combustível, aumentando o risco de vazamentos, incêndios e contaminação do sistema de injeção. A GCM de Vitória divulgou imagens do veículo nas redes sociais para alertar a população.
Segundo o G1, esse tipo de improvisação já havia sido registrado em Goiânia em 2022, em veículos utilizados no transporte informal de passageiros. Em ambos os casos, os motoristas buscavam reduzir custos com manutenção ou evitar fiscalização, mas colocavam em risco não apenas a si mesmos, mas também outros usuários da via. A técnica, embora rara, é considerada extremamente perigosa por especialistas em segurança veicular.
A ANTT proíbe expressamente qualquer modificação não homologada no sistema de abastecimento de veículos, e o uso de materiais não resistentes como plástico pode resultar em multa, apreensão do veículo e até responsabilização criminal em caso de acidente. Em Goiás, a CETRAN também considera a prática como infração gravíssima, com penalidade de sete pontos na CNH e apreensão imediata.
Em Goiânia, onde há grande parque de veículos antigos e alta demanda por transporte informal, especialistas recomendam que a fiscalização de trânsito intensifique blitzes em áreas como o Setor Marista, Vila Operária e região da Avenida T-3, onde veículos com改装 são mais comuns. A ausência de campanhas educativas sobre os riscos desse tipo de prática pode contribuir para sua persistência.
O caso em Vitória serve como alerta para que motoristas evitem soluções ilegais e perigosas para economizar, e para que as autoridades locais reforcem a fiscalização em pontos críticos da capital goiana.