Um veículo caiu em uma ribanceira no km 133 da Rodovia Castello Branco (SP-280), em Tatuí, no interior de São Paulo, na tarde de 12 de maio de 2024, deixando quatro pessoas feridas, três delas em estado grave. O acidente causou congestionamento de cerca de 8 km no sentido São Paulo e exigiu atuação intensa de equipes de resgate.
Segundo o G1, os feridos foram socorridos pelo Corpo de Bombeiros e encaminhados a hospitais da região. A Polícia Rodoviária Estadual confirmou que o veículo, um sedan, perdeu o controle e saiu da pista antes de descer a ribanceira. A concessionária SPVias, responsável pela rodovia, informou que equipes de limpeza e sinalização atuaram no local para garantir a segurança dos demais motoristas.
A Castello Branco é uma das principais rotas de ligação entre o Centro-Oeste e o litoral paulista, especialmente para moradores de Goiás que viajam a lazer ou a negócios. Em Goiânia, muitas famílias utilizam essa estrada em períodos de férias escolares e feriados prolongados, o que torna o acidente um alerta sobre a condição das rodovias que conectam o estado ao Sudeste.
Conforme apurou o G1, a rodovia já registrou outros acidentes graves nos últimos anos, muitos relacionados a falhas na sinalização, pavimento irregular e falta de manutenção em trechos de curvas acentuadas. Apesar de ser uma via estadual, ela é parte essencial da cadeia logística nacional e recebe intenso fluxo de veículos vindos de Goiás, Mato Grosso e Distrito Federal.
Para o goianiense que trafega regularmente pela SP-280, o incidente reforça a necessidade de fiscalização constante e investimentos em infraestrutura. A ausência de barreiras de contenção em trechos de ribanceira e a ausência de sistemas de alerta automático em curvas perigosas são pontos críticos que permanecem sem solução, mesmo após anos de reclamações de usuários.
O acidente em Tatuí não é um evento isolado, mas um reflexo de desafios estruturais em rodovias que conectam Goiás ao litoral. A segurança viária nessas vias exige atenção urgente, especialmente para quem depende delas para deslocamentos essenciais.