Ricardo Cappelli renunciou à presidência da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) nesta quarta-feira (1°) para oficializar sua pré-candidatura ao governo do Distrito Federal pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB). A medida é obrigatória pela legislação eleitoral, que exige que ocupantes de cargos públicos se afastem até 16 de agosto, início da campanha. Cappelli, que assumiu a ABDI em 2023, anunciou a decisão em suas redes sociais e teve a renúncia confirmada por veículos como o G1.
A ABDI, criada em 2019, é uma agência estratégica sob o guarda-chuva do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, responsável por fomentar a competitividade da indústria brasileira. Durante a gestão de Cappelli, a agência lançou iniciativas como o Programa de Apoio à Competitividade das Micro e Pequenas Empresas e geriu linhas de crédito do BNDES para setores como infraestrutura e inovação. Essas ações têm impacto direto em estados vizinhos ao DF, especialmente Goiás, que mantém forte integração econômica com a capital, com fluxos intensos de comércio e serviços.
O afastamento de Cappelli ocorre em um momento de reconfiguração política no Centro-Oeste. Enquanto ele se prepara para a disputa no DF, Goiás vive sua própria dinâmica: segundo reportagem da Folha Poder, o governador Ronaldo Caiado deve se candidatar à presidência do PSD, o que pode alterar o tabuleiro eleitoral regional. Paralelamente, o mercado de trabalho em Goiânia mostra sinais de atividade: empresas locais divulgam quase 230 vagas de emprego, conforme noticiado pelo G1, indicando que políticas industriais federais, como as da ABDI, são observadas com atenção no estado.
Com a renúncia, Cappelli se torna pré-candidato do PSB no DF, enfrentando possíveis adversários como o atual governador Ibaneis Rocha (MDB) e outros nomes que devem emergir. A vaga na ABDI será preenchida pelo governo federal, e a escolha do novo presidente pode sinalizar a prioridade dada à indústria na região. A movimentação de Cappelli não apenas inicia sua campanha, mas também destaca como cargos federais são utilizados como plataforma para disputas locais, com efeitos cascata nas economias estaduais adjacentes.
Para o eleitorado do DF, a saída de Cappelli da ABDI traz a questão do desenvolvimento econômico para o centro do debate. Sua experiência na agência federal pode ser um trunfo na campanha, mas também levanta perguntas sobre a continuidade de projetos em andamento. Enquanto isso, em Goiás, a expectativa é de que a nova gestão da ABDI mantenha o foco em estados que dependem de políticas industriais integradas, como o próprio Goiás, que tem no Distrito Federal um polo de demanda e oferta de serviços.