Torcedores da seleção espanhola entoaram cânticos islamofóbicos durante amistoso contra o Egito, em Barcelona, no último dia 31. O episódio, documentado por fotógrafos da Reuters, gerou repreensão de organizações de combate ao racismo e levanta questionamentos sobre a persistência de discursos de ódio em estádios mundo afora.
O jogo, realizado na última janela de amistosos da FIFA antes do Mundial de 2026, terminou em 0 a 0, mas foi marcado por incidentes fora de campo. Cânticos como 'Quem não pular é muçulmano' foram ouvidos em setores do Estádio Cornellà-El Prat, direcionados à seleção egípcia e seus torcedores.
Segundo o G1, o comportamento da torcida espanhola revive preocupações com a islamofobia no esporte. A Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso, que está sob investigação de entidades anti-discriminação.
O futebol espanhol tem histórico de problemas com racismo e xenofobia, com casos frequentes contra jogadores negros e imigrantes. No entanto, cânticos islamofóbicos são menos comuns, o que torna o episódio particularmente alarmante para especialistas.
Em Goiânia, o debate ganha força à luz de investigações recentes contra torcidas organizadas de clubes como Goiás e Atlético Goianiense. Essas investigações apuram cânticos discriminatórios em partidas locais, mostrando que a intolerância religiosa e étnica não é um problema exclusivo da Europa.
Organizações de direitos humanos defendem punições mais rigorosas e campanhas de educação nos estádios. Para o torcedor goianiense, o caso serve como alerta de que ações concretas são necessárias para erradicar o ódio no futebol.
O incidente na Espanha reforça que a luta contra a discriminação nos estádios é global e exige vigilância constante, inclusive em cidades como Goiânia, onde o problema também se faz presente.