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Goiânia

Cannabis medicinal supera 950 mil pacientes no Brasil e impulsiona mercado em Goiânia

Em Goiás, demanda cresceu 35% em dois anos; clínicas e farmácias se adaptam, mas acesso ainda é desigual

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Redação Biscoitei
12 de julho de 2026, 15:20 2 min de leitura
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Cannabis medicinal supera 950 mil pacientes no Brasil e impulsiona mercado em Goiânia
Elsa Olofsson

O número de pacientes no Brasil usando cannabis medicinal ultrapassou 950 mil em 2024, segundo a Anvisa, com crescimento de 40% em relação ao ano anterior. A expansão do tratamento, autorizado para epilepsia refratária, dor crônica e esclerose múltipla, impulsiona o mercado e será tema central da 10ª Expo Head Grow, em São Paulo, em setembro.

No Brasil, foram registradas mais de 1,2 milhão de prescrições em 2024, com aumento expressivo entre pacientes acima de 60 anos. A demanda crescente tem movimentado o setor, que se aproxima de R$ 1 bilhão em vendas, conforme apontam dados da Anvisa e do Estadão. O uso medicinal da planta, antes restrito a poucos casos, tornou-se uma alternativa viável para quem não responde a tratamentos convencionais.

Em Goiânia, a demanda por cannabis medicinal cresceu 35% nos últimos dois anos, segundo o Mais Goiás. Clínicas e farmácias de manipulação da capital ampliaram a produção e investiram em capacitação de profissionais para atender à necessidade. A maioria dos pacientes busca o tratamento para dor crônica e ansiedade, mas a logística de prescrição e entrega ainda enfrenta entraves burocráticos.

Apesar do avanço, o acesso permanece desigual. Pacientes em regiões periféricas de Goiás enfrentam dificuldades para obter prescrições médicas especializadas e enfrentam longos prazos para a liberação dos produtos. Conforme o Mais Goiás, muitos recorrem a redes de apoio e grupos de pacientes para compartilhar informações sobre farmácias confiáveis e protocolos de solicitação.

O crescimento do mercado reflete uma mudança cultural e regulatória no país, mas ainda há desafios legais e de cobertura por planos de saúde. A Anvisa mantém controle rigoroso sobre a importação e produção, o que limita a oferta e eleva os custos. A Expo Head Grow, que reunirá produtores, médicos e pesquisadores, busca discutir soluções para democratizar o acesso e padronizar práticas.

Em Goiás, a Secretaria de Saúde tem promovido parcerias com universidades para capacitar médicos na prescrição da cannabis medicinal, mas a falta de profissionais treinados em cidades do interior ainda é um entrave. A tendência aponta para maior integração entre os sistemas públicos e privados, mas a equidade no acesso exige políticas públicas mais robustas.

Com o mercado em expansão e a demanda em alta, a cannabis medicinal deixa de ser uma exceção e se consolida como uma opção terapêutica relevante no Brasil. Em Goiânia, o desafio agora é garantir que esse avanço chegue a todos, independentemente da localização ou renda.

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