Campinas contabiliza 324 moradores com intenção formal de doar órgãos após a morte, segundo dados do Colégio Notarial do Brasil divulgados pela plataforma Aedo. O registro pode ser feito pela internet, mas não substitui a autorização dos familiares no momento do óbito.
O número reflete adesões feitas por meio do sistema eletrônico mantido pelo Colégio Notarial, que permite o cadastro da vontade de doar sem necessidade de comparecimento presencial a cartórios. A ferramenta foi criada para ampliar o acesso e dar publicidade à manifestação de vontade.
Segundo reportagem do G1, a entidade reforça que o registro funciona como prova documental da intenção do doador, porém a legislação brasileira exige o consentimento da família para a efetivação da doação. Sem a anuência dos parentes, os órgãos não podem ser captados.
A plataforma Aedo concentra registros de todo o país e pode ser acessada por qualquer cidadão maior de idade. O procedimento é gratuito, feito totalmente on-line e gera um documento com validade jurídica que pode ser consultado pelas equipes de transplante.
Especialistas em transplante apontam que a conversa prévia com parentes permanece o passo mais importante. O registro formal facilita a localização da vontade do paciente, mas não elimina a necessidade do diálogo familiar sobre o tema.
A ampliação do cadastro digital busca reduzir a fila de espera por transplantes no país.