A reta final da corrida ao Planalto em 2026 concentrou o debate em cinco eixos que extrapolam a política tradicional e atingem setores estratégicos de Goiás. Crise no Supremo, avanço da inteligência artificial, proibição das apostas esportivas on-line, rumos da economia e segurança pública passaram a ditar o ritmo das propostas dos candidatos. O cenário reflete desafios que o eleitor goiano já sente no bolso e na rotina.
Segundo reportagem do G1, a tensão entre o Executivo e o STF ganhou contornos de tema eleitoral central, com candidatos usando decisões recentes da Corte como mote para defender ou atacar a independência dos poderes. Em Goiás, onde o agronegócio responde por fatia expressiva do PIB, a incerteza jurídica afeta contratos de longo prazo e a confiança de investidores internacionais.
A regulação da inteligência artificial surge como segundo pilar da campanha. Propostas que vão da criação de uma agência reguladora à exigência de transparência algorítmica dividem os palanques. No estado, cooperativas e tradings já testam IA para previsão de safra e logística; regras claras podem acelerar ou travar essa adoção.
O fim das apostas esportivas on-line, sancionado no primeiro semestre, retirou do mercado bilhões em publicidade e patrocínios, inclusive de times goianos. A medida também cortou receita de tributos que Estados e municípios contavam para saúde e educação, pressionando prefeituras do interior a rever orçamentos.
Economia e segurança fecham a pauta. A inflação de alimentos, o câmbio volátil e o endividamento das famílias aparecem nos discursos ao lado de propostas para policial ostensiva e integração de inteligência. Em Goiânia, a taxa de homicídios caiu nos últimos dois anos, mas roubos a comércio e a celulares mantêm a sensação de insegurança alta.
O eleitor goiano chega às urnas com a certeza de que o próximo presidente herdará uma agenda que não se resolve só em Brasília: ela bate à porteira da fazenda, na tela do celular e no caixa do supermercado.