A campanha do primeiro turno para o governo da Paraíba encerrou-se neste sábado (3) sob forte tensão, com os três principais candidatos trocando acusações em série e recorrendo à Justiça eleitoral para travar embates que extrapolaram os palanques.
Lucas Ribeiro (PP), Efraim Filho (PL) e Cícero Lucena (MDB) protagonizaram uma disputa que, na reta final, ganhou contornos de guerra jurídica. Segundo reportagem do G1, ações judiciais movidas entre as coligações tornaram-se rotina, transformando tribunais em extensão do debate público.
Os eixos centrais das propostas giraram em torno do enfrentamento à criminalidade e da reorganização da rede hospitalar. Cada postulante apresentou diagnósticos distintos para a violência no estado e para a gestão de unidades de saúde, sem que houvesse convergência sobre modelos de gestão ou fontes de financiamento.
As legendas que sustentam as candidaturas — Progressistas, PL e MDB — reúnem bases eleitorais com perfis diferentes no interior e na capital, o que ampliou a fragmentação do discurso. A judicialização, nesse cenário, funcionou como instrumento para tentar frear adversários e controlar a narrativa nos últimos dias de propaganda.
Com o fim do período de campanha, o eleitorado paraibano vai às urnas neste domingo para definir se a eleição se resolve em turno único ou se haverá segundo turno entre os mais votados. O resultado indicará qual das visões apresentadas guiará a administração estadual nos próximos quatro anos.
A disputa expôs a polarização em torno de dois serviços essenciais — segurança e saúde — e mostrou como o recurso aos tribunais eleitorais tornou-se peça-chave na estratégia dos concorrentes.