A Nike lançou no sábado (21) o novo uniforme oficial da Seleção Brasileira de Futebol, com camisa de jogador a R$ 750. O alto valor impacta diretamente torcedores em Goiânia, que buscam opções mais acessíveis, como réplicas e customizações locais.
O kit principal, na cor amarela 'canary', e o segundo uniforme, azul 'Jordan', têm preço idêntico de R$ 750 para a camisa de jogador. A prática de cobrar valores elevados por uniformes oficiais é comum entre seleções de elite mundial, refletindo o poder de marketing das marcas esportivas.
Conforme apurou o G1, a palavra 'brasa', bordada na parte traseira das meias do novo uniforme, gerou discussão sobre seu sentido histórico e apropriação cultural, dividindo opiniões nas redes sociais.
Para o torcedor comum, o investimento representa quase metade do salário mínimo mensal, o que incentiva a busca por alternativas no mercado paralelo. Réplicas não oficiais, vendidas a preços entre R$ 50 e R$ 150, são encontradas em comércios informais em várias cidades.
Em Goiânia, a situação não é diferente. Torcedores têm recorrido a feiras de ruas e pequenas lojas no Centro e em bairros populares para adquirir camisas similares. Além disso, há um movimento crescente de customização caseira e de costureiras locais que adaptam modelos básicos, além de pressões de torcidas organizadas do estado por preços mais acessíveis.
O alto custo do uniforme oficial evidencia a disparidade entre o valor de mercado e o poder de compra do torcedor médio, perpetuando um mercado paralelo que, embora ilegal, atende à demanda por opções mais justas.