Goiânia registra temperaturas de até 36°C com umidade relativa do ar em queda acentuada, quadro que já reflete no aumento de queixas respiratórias e de desidratação nas unidades de saúde. A combinação de calor intenso e ar seco expõe principalmente idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas.
Segundo reportagem do G1, a capital goiana vive um dos períodos mais quentes do ano, com termômetros beirando 36°C nos horários de pico e índices de umidade que despencam abaixo dos níveis considerados seguros pela Organização Mundial da Saúde. O cenário já provoca elevação nos atendimentos por crises asmáticas, rinites agudas e quadros de exaustão pelo calor.
Especialistas ouvidos pela cobertura alertam que a umidade baixa resseca as vias aéreas, facilita a dispersão de poluentes e alérgenos e eleva o risco de sangramentos nasais e infecções respiratórias. A orientação médica é reforçar a ingestão de água, evitar exercícios ao ar livre entre 10h e 16h e umidificar ambientes internos com toalhas molhadas ou aparelhos.
A prefeitura de Goiânia é pressionada a ampliar pontos de hidratação em áreas de grande circulação, estender o funcionamento de unidades de saúde e emitir alertas oficiais à população. Até o momento, a administração municipal não detalhou plano de contingência específico para o período de calor extremo.
O episódio reforça a necessidade de protocolos municipais de enfrentamento a ondas de calor, prática já adotada em outras capitais brasileiras. A ausência de ações coordenadas pode sobrecarregar o sistema de saúde justamente quando a demanda por atendimento respiratório cresce.
Enquanto o calor persiste, a hidratação constante e a redução da exposição ao sol seguem como principais formas de proteção acessíveis à população.