O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, classificou como "escândalo" a conduta do presidente argentino Javier Milei e afirmou que a chancelaria brasileira perdeu protagonismo internacional. Em entrevista ao Jornal Opção, o político goiano disse que, em um eventual governo sob seu comando, uma das prioridades seria o resgate da liturgia do cargo.
As declarações foram feitas durante conversa com a publicação goiana, na qual Caiado avaliou o cenário diplomático atual. Ele citou especificamente o comportamento de Milei como exemplo de quebra de protocolo entre nações vizinhas.
Segundo reportagem do Jornal Opção, o governador argumentou que o Itamaraty deixou de ocupar espaço de liderança na região. A fala ocorre em momento de tensão nas relações bilaterais entre Brasil e Argentina, marcadas por trocas públicas entre os presidentes Lula e Milei.
Caiado explicou que a "liturgia do cargo" envolve o respeito às instituições, à diplomacia e às formas de tratamento entre chefes de Estado. Para ele, a recuperação desse padrão seria essencial para recolocar o Brasil em posição de relevância no cenário sul-americano.
A posição do governador reforça sua projeção nacional a menos de dois anos da disputa presidencial. Em Goiás, a fala repercute entre eleitores que acompanham a atuação do chefe do Executivo estadual em temas de política externa e defesa da soberania.
As críticas à atual condução da política externa sinalizam os eixos que Caiado deve priorizar caso dispute a Presidência em 2026.