O pré-candidato à Presidência da República pelo União Brasil, Ronaldo Caiado, alertou para a fuga de empresas brasileiras rumo ao Paraguai e colocou a carga tributária como principal responsável pelo problema. Em entrevista à rádio 97 FM de Guaratinguetá na segunda-feira (13), o governador de Goiás citou que mais de 240 empresas teriam se mudado do Brasil nos últimos tempos. A declaração reforça o discurso de competitividade econômica que norteia a pré-campanha do tucano.
Durante a entrevista, Caiado defendeu que o ambiente de negócios brasileiro se tornou insustentável para diversos setores produtivos. Ele argumentou que a migração de companhias para o país vizinho não representa apenas uma perda financeira, mas também a evasão de empregos e tecnologia que deixam de gerar riqueza internamente.
Segundo reportagem do G1, o governador utilizou os dados das 240 empresas relocalizadas para embasar sua crítica ao peso dos impostos sobre a atividade privada. A declaração foi proferida na última segunda-feira (13) e amplia o debate sobre a eficiência da política fiscal brasileira em ano pré-eleitoral.
A fala de Caiado ganha peso regional pelo fato de Goiás ser um estado com forte vocação agroindustrial e industrial, setores particularmente sensíveis a alterações na tributação. A pressão tributária sobre a cadeia produtiva goiana tem sido tema recorrente nas discussões sobre a perda de competitividade de produtos locais frente a importados e a custos de produção elevados.
O Paraguai tem atraído investimentos brasileiros ao oferecer um sistema de impostos significativamente mais leve e regras de incentivo fiscal agressivas, especialmente em zonas fronteiriças. Esse cenário coloca em evidência a urgência de debates sobre a modernização tributária no Brasil para evitar que o esvaziamento do parque produtivo se torne uma tendência estrutural.
A crítica de Caiado coloca a reforma tributária e a competitividade do Brasil no centro das discussões políticas, com reflexos diretos sobre a capacidade de estados como Goiás de reter investimentos. O tema tende a ganhar ainda mais relevância conforme avança o calendário eleitoral.