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Brasil

Cadela tem focinho fraturado em ataque de American Bully; caso levanta debate em Goiânia

Com crescimento de 40% na criação da raça no Estado, moradores e autoridades discutem regulamentação em condomínios e bairros residenciais

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Redação Biscoitei
05 de julho de 2026, 07:25 2 min de leitura
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Cadela tem focinho fraturado em ataque de American Bully; caso levanta debate em Goiânia
Foto: Reprodução/og:image

Uma cadela chamada Jadi, em Guarujá (SP), sofreu ataque brutal de um American Bully em junho de 2024, resultando em fraturas na mandíbula, maxila e perda de dentes. O caso, registrado como crime de maus-tratos, reacendeu o debate sobre a criação de raças consideradas potencialmente perigosas em áreas urbanas, especialmente em Goiânia, onde o número de exemplares da raça cresceu 40% nos últimos dois anos.

Segundo o G1, a cadela foi atacada após o cão invadir a residência por uma fresta no portão. Os exames de raio-X confirmaram múltiplas lesões ósseas faciais, exigindo duas cirurgias plásticas reconstrutivas. O caso foi encaminhado à Polícia Militar Ambiental de São Paulo e classificado como crime sob a Lei 14.064/2020, que prevê pena de até dois anos de reclusão para quem maltratar animais.

Em Goiânia, o aumento expressivo na criação de American Bullies — conforme dados do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Goiás (CRMV-GO) — levou moradores de condomínios a exigirem mais clareza nas regras de convivência. Muitos reclamam da falta de fiscalização e de normas específicas sobre contenção, vacinação e treinamento obrigatório para esses animais, mesmo quando não há histórico de agressividade.

Casos como o de Jadi não são isolados: instituições de proteção animal registram aumento de denúncias de ataques envolvendo cães de raças de porte forte, especialmente em áreas residenciais. O Instituto Brasileiro de Proteção Animal (IBPA) aponta que a maioria dos ataques ocorre por negligência do tutor, e não por natureza intrínseca da raça, mas a percepção pública ainda associa o American Bully a risco iminente.

A Secretaria de Meio Ambiente de Guarujá e órgãos de vigilância sanitária em Goiás já discutem propostas para exigir licenciamento específico, coleiras de contenção e até seguro de responsabilidade civil para tutores desses animais. Em Goiânia, associações de condomínios começam a incluir cláusulas de proibição ou restrição em seus regimentos internos, mas sem consenso legal nacional.

O caso de Jadi expõe a necessidade de políticas públicas que equilibrem segurança e direitos dos animais, sem estigmatizar raças. Em Goiânia, o debate avança, mas ainda falta regulamentação clara e efetiva.

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